VIVIENDO LA INTERCULTURALIDAD LATINOAMERICANA: RESISTÊNCIA, ARTES DO CORPO E COMUNICAÇÃO

Português, Brasil

Autor: Cláudio Lira, formado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e especializado em Gestão de Projetos Culturais pela Universidade de São Paulo (USP).

Orientadora: Profa. Dra. Cláudia Fazzolari 

     

     O presente trabalho "Viviendo la interculturalidad latinoamericana: resistência, artes do corpo e comunicação" é fruto do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Gestão de Projetos Culturais, 2019, onde busca analisar ações dos grupos latino-americados de Artes do Corpo e Comunicação Escuela de Teatro Político (Argentina), Companhia Treme Terra (Brasil) e Corporación Cultural Afrocolombiana Sankofa Danzafro (Colômbia).  O objetivo é investigar a interculturalidade dos coletivos, suas relações igualitárias e diversidade cultural, para conceituar e identificar estratégias de ação interdisciplinar do Direito Cultural e movimentos socioculturais latino-americanos. Com isso, buscar contribuir para os avanços conceituais do desenvolvimento social na região.

    Foi realizado uma retomada histórica dos direitos culturais na América Latina, bem como a recuperação das conferências da UNESCO nos anos de 1970, visto que marcaram o início dos debates sobre políticas culturais contemporâneas. No cenário de desenvolvimento social, direitos culturais e territórios latino-americanos, Argentina, Brasil e Colômbia se aproximam desde a economia à diversidade cultural, sendo representantes sobre Artes do Corpo latino-americanos, onde foi proposto delimitar historicamente, na pesquisa, a partir da segunda década do século XXI. 

      No decorrer da pesquisa, encontra-se iniciativas que executam essa interculturalidade, é o exemplo do Festival Iberoamericano de Artes Cênicas "Mirada" e sua quinta edição, realizada no SESC SP. Destaca-se que é considerado a participação social como frente organizadora de políticas públicas para a concretização da interculturalidade latino-americana. 

      A princípio, como base para os questionamentos pertinentes, o trabalho tem como problemas para o estudo de caso as seguintes perguntas: "O que se materializa na última década como efetiva interculturalidade latino-americana na produção e prática artístico-cultural do coletivo?" e "É possível identificar algum impacto das ações artístico-culturais do coletivo nas políticas de desenvolvimento que cruzam a América Latina?". Para dar seguimento, o trabalho utiliza como ponto de partida, a apresentação dos coletivos, trazendo suas principais produções e ideologias.

 

  • Escuela de Teatro Político

     A Escuela de Teatro Político foi fundada em 2015, como entidade integrante do Teatro Popular La Otra Cosa, iniciativas do coletivo Tumbarrati, frente cultural do coletivo Movimento Popular La Dignidad - Izquierda Popular. As atividades educacionais e artísticas da Escuela se estruturam e se sustentam em ações de voluntariado e gratuidade, para romper com possíveis impedimentos socioeconômicos que possam limitar qualquer acesso público, visto que o principal objetivo na formação da Escuela é oferecer possibilidades artísticas ativistas, que multipliquem iniciativas culturais em outros espaços, com base na transformação social, sem exigir experiência prévia em qualquer segmento das Artes.

 

  • Companhia Treme Terra

     Fundada em 2006, a Companhia Treme Terra, parceira do Instituto Nação e do Ponto de Cultura Afrobase, resiste no bairro Rio Pequeno, na periferia da zona oeste de São Paulo, precisamente no Morro do Querosene, alinhada às perspectivas críticas sobre Artes do Corpo, incluindo Música, Dança, Audiovisual, Arte-Educação e Economia Criativa. A perspectiva ideológica e de criação da Companhia Treme Terra oferece pesquisa em Artes do Corpo de matriz africana, “Artes do Corpo Negras”, resgatando práticas corporais da Dança Moderna e Urbana estadunidense, Capoeira e Dança dos Orixás. A produção politizada do coletivo pode ser entendida enquanto “prática de resistência”, contribuindo para a consolidação da Dança Negra Contemporânea, de forma intercultural e transdisciplinar, o que tensiona convenções técnico-intelectuais que se perpetuam no universo das Artes. 

 

  • Corporación Cultural Afrocolombiana Sankofa Danzafro

     Em 1997, a Corporacíon Cultural Afrocolombiana Sankofa Danzafro, organização sem fins lucrativos, regida com transparência institucional e participação social foi criada com o propósito de preservar e disseminar a produção de conhecimento em Artes do Corpo de matriz africana, em Medelín, mantendo conexão com a palavra Sankofa, de origem Akan, que significa retomar as raízes. O grupo apresenta consciência sobre o papel de preservação, valorização e incentivo ao desenvolvimento social a partir das Artes do Corpo e Comunicação, ações comunitárias e territorialidade. 

 

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