Mulher Mulata: As epistemes e o mito da democracia racial no carnaval
Lyllian Bragança Silveira
Resumo
Este projeto de pesquisa pretende comparar a mulher mulata criada pela mídia e a
passista da escola de samba corroborando para a desmistificação da democracia racial
constituída pela elite brasileira que se valeu desses corpos na pós-escravização dando
continuidade à política de embranquecimento da população e a manutenção de poder. Através
da dança, houve uma emancipação dessas mulheres que possibilitou a ascensão e cuidado por
parte dessas mulheres com relação às suas famílias, e no entanto, esse discurso da saída da
marginalização as condicionou ao lugar único conferido por Lélia Gonzalez em seus escritos.